Este texto que irei colocar hoje, é na verdade um trabalho de filosofia que fiz. Neste trabalho eu tinha que falar sobre minhas próprias idéias, qual o meu papel no mundo,o sentido de estar vivo. Tentei dizer tudo neste pequeno texto. Espero que gostem!
Boa leitura e um abraço a todos que visitam!
Raphael Francis Nunes
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Cada pessoa é um universo, infinito. Eu não deixo de ser, como você também não deixa de ser. Me vejo como uma pessoa que saiu da realidade. Uma pessoa que pensa que conhecimento nunca é demais. Nunca é demais saber mais um pouco, sempre há alguma coisa que deixamos para trás, mesmo que sempre cuidando para não deixar. Há algum tempo deixei de ser o “ser” de dentro da caverna para me tornar mais um ignorante com uma lamparina em minhas mãos.
A cada dia que se passa, que aprendo um pouco mais disto que desconheço, me sinto me livre. Será que isto é liberdade? Liberdade seria conhecimento? Saber das coisas sem saber.
Creio eu que, o mundo é muito mais que isto. É o ser humano que se limita, que se ilude. Somos iludidos a todo momento por meio de televisão, radio, jornal, internet, sendo preso ai a uma cadeia de informação. Saber da verdade nos libertaria desta cegueira. Eu tento não me limitar, tento ouvir, sentir as coisas ao meu redor. Ver e observar, tiro grandes lições apenas em observar. E para aprender isto, eu tive que ser um cego um dia.
Acredito no significado de cada palavra. De cada frase. Creio que toda a vez que escrevemos, exprimimos o que nossa alma quer dizer. Expressão da alma. E cada vez que escrevo tento colocar ao máximo aquilo que sou eu, passar um pouco de mim a cada leitor(a), afim de fazer sentir aquilo que sinto na hora da escrita. O que será que estas palavras significam a você amor, ódio, morte,vida, Deus, infinito? Acho que como um professor de filosofia deves ter já uma noção do peso de cada uma delas e de tantas outras. Cada uma com o seu peso. Cada uma com o seu valor individual. Os conflitos que tive, as idéias que se desenvolveram junto de pensamentos, me fazem ser uma pequena e quase invisível partícula que se voa com o vento. Mas isto não define que sou eu, define um pouco e muito pouco. Pequeno pedaço apenas. Pois é deste modo que me sinto quando penso no mundo aonde estou, no universo que se situa, nas coisas que ainda posso aprender.
Qual o meu papel no mundo? Parece ser uma pergunta tão simples de se responder, mas, analisando-a podemos saber logo que não é qualquer pergunta. Sabemos o papel de um médico, sabemos o papel de um ator, mas além disto ? você , sua pessoa? O que faz?
De cara responder esta pergunta eu não saberia. Não sei. Todo dia de manhã quando acordo para ir ao colégio, quando vou trabalhar, quando vou estudar alguma coisa, penso se assim vou descobrir a resposta. Procuro saber qual seria o meu papel. Penso depois que sentido faria se eu soubesse. Não posso saber, mas acho que posso sonhar com ele, ao menos deduzir. Mas acho que o papel que exerço deve ser importante, assim como das pessoas que passam pela minha vida. Independente do lugar que estejamos desde uma casa simples a uma casa moderna, uma simples caminhada ao ponto de ônibus. Não importa quem seja você, o papel que exerce é muito importante. A vida é comparada a um imenso quebra-cabeça, e cada pessoa faz parte deste imenso e infinito quebra-cabeça.
“Um quebra-cabeça muitas vezes irônico, triste, alegre, dramático, por entre outros.”
Mas ainda não respondi a pergunta, qual seria o meu papel no mundo? O único modo que vejo de responder esta pergunta, é por uma lição que aprendi até estes tempos atrás.
Estes dias estive pensando na importância do tempo em minha vida. Pois passava-se os minutos,horas,dias, observei que bastasse um piscar de olhos para se por fim a mais um dia. Analisei o quanto tempo eu já tinha perdido com coisas o qual não me ensinavam em nada e também não me levariam a lugar nenhum. Conclui que o tempo era um dos atributos mais maravilhosos que todos temos, mas que as vezes nem notamos ele. Quanto tempo perdemos para nos livrarmos de algo ruim, para dizer algo importante, hoje não sou mais aquela criança que nunca soube o que era o tempo. Não deixei de ser esta criança e também ainda não sei o que é tempo.
O que você fez hoje?
Será que teve algo que deveria fazer e não fez por algum motivo?
Engraçado é saber, que o tempo que você levou para ler este trabalho não irá recuperar. Convenhamos então, porque toquei no assunto “tempo” se a pergunta em foco seria outra? Ta bom eu explicarei.
É porque depois que eu pude compreender o que era “tempo”, eu pude compreender um pouco de qual seria o meu papel no mundo. O que será que estou fazendo bem ou mal? Confundindo? Aprendendo? Não sei, posso dizer que estou aprendendo. Que todo dia aprendo um pouco. Aproveitar o “tempo” que tenho disponível, este o qual parece ser invisível, mas que se ver bem o sentirá no ar. Por entre os seus dedos escorrendo, ao se olhar no espelho todas as manhãs. Em todo lugar, até nas aulas mesmas de filosofia. Sei que somos apenas consumidores de tempo, desde de nosso nascimento. E ainda quando criança, quando bebezinho, somos um dos maiores consumidores de tempo que já existiu, pois passam-se os anos, ficamos adultos e pensamos com nós mesmos “nossa como passou rápido”. Que meu papel seja ao menos estar fazendo bem a alguém além de minha família, além de meus amigos. Construo o meu futuro no “agora”, o “agora” seria cada segundo que se passa, e ele pode passar em algo que aprendi e repasso, por um sorriso tímido, por um aperto de mãos, por uma aula que assisto, com alguém especial ao qual eu doe um pouco deste “tempo” que tenho tão pouco, mas que divido e dou como um presente.
“O maior presente que se pode dar a uma pessoa é “tempo”.“
Qual o sentido de eu estar vivo?
Como disse anteriormente cada pessoa tem um papel importante. Creio eu que, eu deva ser importante na vida de alguém, além da minha e de minha família. Este alguém pode ser alguém na rua, pode ser alguém do colégio entre outras. Acredito que nada seja por acaso, não estou dizendo isso porque estudo espiritismo, mas porque sempre pensei desta forma, o espiritismo foi apenas um complemento em minha vida. Não seria por acaso que eu estaria escrevendo estas palavras, que apenas é, nada mais, que palavras que são combinadas, umas as outras. Para tudo tem sua finalidade, assim como o lápis que fiz para fazer o rascunho. O sentido de minha vida, não sei, mas a cada dia compreendo ela e me esforço para estar sempre fazendo o meu melhor. Na vida de todo “ser humano” chega em certo ponto que nos indagamos, qual o sentido de tudo isto, de ficarmos aqui. Diante de tantas noticias ruins, terrorismo, guerras, e eu aqui trabalhando, estudando, repetindo-se assim a cada ciclo.
Espero estar fazendo sentido para as pessoas que entram em minha vida. Que eu possa estar ao menos ajudando em algum aspecto, em algum detalhe. Pois se caso nesta vida não existir realmente nenhum sentido, espero que ao menos na vida destas pessoas eu possa ter um pequeno espaço deste.
“cada pessoa é um imenso universo”
Não sei se consegui atingir o objetivo que o senhor propôs a nós, a cada aluno desta disciplina. Mas espero ao menos ter conseguido, pois pensei muito antes de escrever cada palavra neste trabalho. Pois quando penso em minha idéias, vejo elas como a libertação da alma. Pois quando penso a respeito destas idéias acho nada mais que magnífico. Quando penso em mim, me vejo como um viajante trilhando para o desconhecido mas tentando o entender. Quando penso em meu papel no mundo, penso que estou no local certo, na hora certa, e que tenho algo a fazer naquelas circunstâncias ao qual me encontro. E quando penso no sentido da vida, penso que possa estar fazendo parte importante na vida de cada pessoa ao meu redor, mesmo eu não a conhecendo. Tudo esta ligado ao todo.
Estas são algumas idéias ao qual tenho sobre as perguntas que me foram dadas, espero ao menos tentar ter-las respondido.
Um grande abraço e até o próximo trabalho.
Raphael Francis Nunes
“Se Deus é luz e conhecimento é luz, então Deus é conhecimento e conhecimento é Deus”
***
O menino
Um menino acorda na madrugada
e vai até a sua janela
o vento frio sopra dentro de seu quarto
invadindo o pequeno cômodo
dentro de seus olhos
é onde ele vive o seu sonho
é lá dentro que esta
parecia tão real
enquanto ela estava por perto
não era ilusão
era real demais para ser ilusão
Certo tempo se passou e a janela continuava aberta
deslumbrou-se pela primeira vez
com vastidão que clareava a alma
a noite escura
era apenas um garoto de frente o universo
Tão pequeno e tão vasto
sentia já aquela sensação
era como as brumas do inverno
que choravam suas renúncias
tão vasto e tão pequeno
este é o universo
claro para quem vê de baixo
escuro para quem vê por cima
O frio continuava
a soprar naquele corpo pequeno
parecia voar para uma matéria sem vida
flutuando no nada
era um campo vasto de duvidas
Quem sou eu?
Onde estou?
Almas livres, corações livres, sem limites.
