quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Artigo V


     Este texto que irei colocar hoje, é na verdade um trabalho de filosofia que fiz. Neste trabalho eu tinha que falar sobre minhas próprias idéias, qual o meu papel no mundo,o sentido de estar vivo. Tentei dizer tudo neste pequeno texto. Espero que gostem!

Boa leitura e um abraço a todos que visitam!

Raphael Francis Nunes

**************

Cada pessoa é um universo, infinito. Eu não deixo de ser, como você também não deixa de ser. Me vejo como uma pessoa que saiu da realidade. Uma pessoa que pensa que conhecimento nunca é demais. Nunca é demais saber mais um pouco, sempre há alguma coisa que deixamos para trás, mesmo que sempre cuidando para não deixar. Há algum tempo deixei de ser o “ser” de dentro da caverna para me tornar mais um ignorante com uma lamparina em minhas mãos.

A cada dia que se passa, que aprendo um pouco mais disto que desconheço, me sinto me livre. Será que isto é liberdade? Liberdade seria conhecimento? Saber das coisas sem saber.

Creio eu que, o mundo é muito mais que isto. É o ser humano que se limita, que se ilude. Somos iludidos a todo momento por meio de televisão, radio, jornal, internet, sendo preso ai a uma cadeia de informação. Saber da verdade nos libertaria desta cegueira.  Eu tento não me limitar, tento ouvir, sentir as coisas ao meu redor. Ver e observar, tiro grandes lições apenas em observar. E para aprender isto, eu tive que ser um cego um dia.

Acredito no significado de cada palavra. De cada frase. Creio que toda a vez que escrevemos, exprimimos o que nossa alma quer dizer. Expressão da alma. E cada vez que escrevo tento colocar ao máximo aquilo que sou eu, passar um pouco de mim a cada leitor(a), afim de fazer sentir aquilo que sinto na hora da escrita. O que será que estas palavras significam a você amor, ódio, morte,vida, Deus, infinito? Acho que como um professor de filosofia deves ter já uma noção do peso de cada uma delas e de tantas outras. Cada uma com o seu peso. Cada uma com o seu valor individual. Os conflitos que tive, as idéias que se desenvolveram junto de pensamentos, me fazem ser uma pequena e quase invisível partícula que se voa com o vento. Mas isto não define que sou eu, define um pouco e muito pouco. Pequeno pedaço apenas. Pois é deste modo que me sinto quando penso no mundo aonde estou, no universo que se situa, nas coisas que ainda posso aprender.

Qual o meu papel no mundo? Parece ser uma pergunta tão simples de se responder, mas, analisando-a podemos saber logo que não é qualquer pergunta. Sabemos o papel de um médico, sabemos o papel de um ator, mas além disto ? você , sua pessoa? O que faz?

De cara responder esta pergunta eu não saberia. Não sei. Todo dia de manhã quando acordo para ir ao colégio, quando vou trabalhar, quando vou estudar alguma coisa, penso se assim vou descobrir a resposta. Procuro saber qual seria o meu papel. Penso depois que sentido faria se eu soubesse. Não posso saber, mas acho que posso sonhar com ele, ao menos deduzir. Mas acho que o papel que exerço deve ser importante, assim como das pessoas que passam pela minha vida. Independente do lugar que estejamos desde uma casa simples a uma casa moderna, uma simples caminhada ao ponto de ônibus. Não importa quem seja você, o papel que exerce é muito importante. A vida é comparada a um imenso quebra-cabeça, e cada pessoa faz parte deste imenso e infinito quebra-cabeça.

“Um quebra-cabeça muitas vezes irônico, triste, alegre, dramático, por entre outros.”

Mas ainda não respondi a pergunta, qual seria o meu papel no mundo? O único modo que vejo de responder esta pergunta, é por uma lição que aprendi até estes tempos atrás.

Estes dias estive pensando na importância do tempo em minha vida. Pois passava-se os minutos,horas,dias, observei que bastasse um piscar de olhos para se por fim a mais um dia. Analisei o quanto tempo eu já tinha perdido com coisas o qual não me ensinavam em nada e também não me levariam a lugar nenhum. Conclui que o tempo era um dos atributos mais maravilhosos que todos temos, mas que as vezes nem notamos ele. Quanto tempo perdemos para nos livrarmos de algo ruim, para dizer algo importante, hoje não sou mais aquela criança que nunca soube o que era o tempo. Não deixei de ser esta criança e também ainda não sei o que é tempo.
O que você fez hoje?
Será que teve algo que deveria fazer e não fez por algum motivo?
Engraçado é saber, que o tempo que você levou para ler este trabalho não irá recuperar. Convenhamos então, porque toquei no assunto “tempo” se a pergunta em foco seria outra? Ta bom eu explicarei.

É porque depois que eu pude compreender o que era “tempo”, eu pude compreender um pouco de qual seria o meu papel no mundo. O que será que estou fazendo bem ou mal? Confundindo? Aprendendo? Não sei, posso dizer que estou aprendendo. Que todo dia aprendo um pouco. Aproveitar o “tempo” que tenho disponível, este o qual parece ser invisível, mas que se ver bem o sentirá no ar. Por entre os seus dedos escorrendo, ao se olhar no espelho todas as manhãs. Em todo lugar, até nas aulas mesmas de filosofia. Sei que somos apenas consumidores de tempo, desde de nosso nascimento. E ainda quando criança, quando bebezinho, somos um dos maiores consumidores de tempo que já existiu, pois passam-se os anos, ficamos adultos e pensamos com nós mesmos “nossa como passou rápido”. Que meu papel seja ao menos estar fazendo bem a alguém além de minha família, além de meus amigos. Construo o meu futuro no “agora”, o “agora” seria cada segundo que se passa, e ele pode passar em algo que aprendi e repasso, por um sorriso tímido, por um aperto de mãos, por uma aula que assisto, com alguém especial ao qual eu doe um pouco deste “tempo” que tenho tão pouco, mas que divido e dou como um presente.

“O maior presente que se pode dar a uma pessoa é “tempo”.“

Qual o sentido de eu estar vivo?

Como disse anteriormente cada pessoa tem um papel  importante. Creio eu que, eu deva ser importante na vida de alguém, além da minha e de minha família. Este alguém pode ser alguém na rua, pode ser alguém do colégio entre outras. Acredito que nada seja por acaso, não estou dizendo isso porque estudo espiritismo, mas porque sempre pensei desta forma, o espiritismo foi apenas um complemento em minha vida. Não seria por acaso que eu estaria escrevendo estas palavras, que apenas é, nada mais, que palavras que são combinadas, umas as outras. Para tudo tem sua finalidade, assim como o lápis que fiz para fazer o rascunho. O sentido de minha vida, não sei, mas a cada dia compreendo ela e me esforço para estar sempre fazendo o meu melhor. Na vida de todo “ser humano” chega em certo ponto que nos indagamos, qual o sentido de tudo isto, de ficarmos aqui. Diante de tantas noticias ruins, terrorismo, guerras, e eu aqui trabalhando, estudando, repetindo-se assim a cada ciclo.
Espero estar fazendo sentido para as pessoas que entram em minha vida. Que eu possa estar ao menos ajudando em algum aspecto, em algum detalhe. Pois se caso nesta vida não existir realmente nenhum sentido, espero que ao menos na vida destas pessoas eu possa ter um pequeno espaço deste.

“cada pessoa é um imenso universo”

Não sei se consegui atingir o objetivo que o senhor propôs a nós, a cada aluno desta disciplina. Mas espero ao menos ter conseguido, pois pensei muito antes de escrever cada palavra neste trabalho. Pois quando penso em minha idéias, vejo elas como a libertação da alma. Pois quando penso a respeito destas idéias acho nada mais que magnífico. Quando penso em mim, me vejo como um viajante trilhando para o desconhecido mas tentando o entender. Quando penso em meu papel no mundo, penso que estou no local certo, na hora certa, e que tenho algo a fazer naquelas circunstâncias ao qual me encontro. E quando penso no sentido da vida, penso que possa estar fazendo parte importante na vida de cada pessoa ao meu redor, mesmo eu não a conhecendo. Tudo esta ligado ao todo.

Estas são algumas idéias ao qual tenho sobre as perguntas que me foram dadas, espero ao menos tentar ter-las respondido.

Um grande abraço e até o próximo trabalho.

Raphael Francis Nunes























“Se Deus é luz e conhecimento é luz, então Deus é conhecimento e conhecimento é Deus”

***



O menino

Um menino acorda na madrugada
e vai até a sua janela
o vento frio sopra dentro de seu quarto
invadindo o pequeno cômodo
dentro de seus olhos
é onde ele vive o seu sonho
é lá dentro que  esta
parecia tão real
enquanto ela estava por perto
não era ilusão
era real demais para ser ilusão

 Certo tempo se passou e a janela continuava aberta
deslumbrou-se pela primeira vez
com vastidão que  clareava a alma
a noite escura
era apenas um garoto de frente o universo

Tão pequeno e tão vasto
sentia já aquela sensação
era como as brumas do inverno
que choravam suas renúncias
tão vasto e tão pequeno
este é o universo
claro para quem vê de baixo
escuro para quem vê por cima

O frio continuava
a soprar naquele corpo pequeno
parecia voar para uma matéria sem vida
flutuando no nada
era um campo vasto de duvidas
Quem sou eu?
Onde estou?



Almas livres, corações livres, sem limites.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Retirado do livro "La Fontaine e o comportamento humano"


"VER AS COISAS TAIS COMO SÃO".

Auto-ilusão é o processo pelo qual enganamos a nós mesmos, passando a aceitar como verdadeiro ou válido o que é falso ou inválido; é não ver as coisas tais como são. Ela tem como raiz os preconceitos, desejos, insegurança, cobiça, exclusivismo e outros tantos fatores psicológicos que, inconscientemente, afetam o jeito de perceber a realidade.
 Hammed


O CACHORRO QUE TROCOU SUA PRESA PELO REFLEXO:

Se os que buscam ilusões forem chamados de loucos, os dementes então são milhões, e os sensatos, muito poucos.

Esopo exemplifica essa falta de nexo com a fábula do cão que trazia nos dentes uma presa, um bom bocado de carne. Debruçando-se sobre um barranco, ele viu, refletida na água, a imagem da própria presa, que ele acreditou ser outra ainda maior do que aquela que ele levava.
Iludido pela imagem, larga a presa e atira-se nas águas correntes em busca da "outra". Como o rio estava muito agitado, ele quase se afoga e, só com muito esforço e sofrimento, alcança a margem. Obviamente, sem a presa e sem o reflexo dela.
Quantos, como o cachorro, arriscam-se por uma ilusão!

VER AS COISAS TAIS COMO SÃO:
A paz e a lucidez começam no Íntimo. Já que vivemos num mundo conflituoso e agitado, devemos dedicar algum tempo para orar ou meditar, pois apenas assim encontraremos mais conciliação, concórdia e harmonia em nossa intimidade. Entregarmo-nos a longas e profundas reflexões é essencial para a nossa sanidade mental.

Quando estamos inquietos, desordenados e sem clareza interna, projetamos a agitação que sentimos para o mundo ao nosso derredor. Quando estamos serenos, podemos ver com mais lucidez e agir com capacidade e segurança, atingindo bons resultados nas decisões vivenciais.

A afobação diária não nos permite entrar em contato ativo com nosso "espaço sapiencial"; por isso, em nós não se estabelece ordem e muito menos lucidez na intimidade, onde, aliás, Jesus afirmou estar o "reino dos céus".

A quietude Íntima faz com que alcancemos o equilíbrio perfeito para mantermos adequadas relações com as pessoas que encontramos, ou para agirmos convenientemente diante das situações que se sucedem em nosso dia-a-dia. Sem a permanente deterioração causada por ilusões ou desajustes emocionais, teremos mais tempo para diferenciar os fatos das ocorrências ilusórias. Compensados, auto-responsáveis e serenos em nós mesmos, irradiaremos paz para todos aqueles que encontrarmos.

Conta uma antiga história persa que, em certa ocasião, um afortunado negociante buscou seu conselheiro espiritual. Sentia-se deprimido, atribulado, cheio de amargura, pois acreditava estar lucrando pouco com seu comércio.

"- Não sei o que está acontecendo comigo. Tenho tudo o que sempre quis, mas ainda quero mais e mais. Por isso me sinto infeliz.

O conselheiro, que era um homem sábio, olhou-o demoradamente, mas nada lhe disse. Tomou-o pelo braço e pediu que olhasse através dos vidros da janela e descrevesse o que via lá fora.

- Vejo árvores, casas, jardins, fontes, pessoas, crianças distraindo-se com brincadeiras.

O conselheiro então colocou o negociante diante de um espelho. - E agora o que você vê? - perguntou-lhe.
- Eu vejo a mim mesmo - respondeu ele.

E o sábio retrucou:
- Na verdade, o que agora você vê é seu reflexo no espelho. O vidro espelhado o impede de vislumbrar a realidade, que existe além da sua imagem. A ilusão assemelha-se a um espelho onde vemos unicamente a nós próprios. Em muitas circunstâncias, não enxergamos os fatos como eles são, mas, sim, como aparentam ser. Há muitas coisas que não nos deixam ver a realidade nem o que realmente somos: a ganância, o preconceito, o poder, as homenagens, a preocupação de ganharmos destaque, de nos considerarmos melhores do que os outros ... Será que seus negócios e sua desmedida ambição não lhe permitem ver a beleza da vida tal como ela é, com as criações e as criaturas de Deus, pois você apenas tem olhos para si mesmo?"
Assim termina o diálogo entre os dois homens.

Realmente, o espelho possui uma excelente relação de semelhança para conceituarmos a ilusão. A palavra "miragem" vem da palavra francesa "mirage", que significa "ser refletido". É um efeito óptico que ocorre em dias muito quentes, principalmente nos desertos, produzido pela reflexão da luz solar, que cria imagens semelhantes a lagos límpidos, onde por vezes se refletem árvores, plantas ou cidades longínquas.
Metaforicamente, podemos dizer que "miragem" é tudo aquilo que se apresenta como um fato ou evento verdadeiro, mas que, em verdade, é uma irrealidade, ilusão, alucinação, devaneio.

Na vida social, por ambição, "Quantos, como o cachorro, arriscam-se por uma ilusão!" E "Se os que buscam ilusões forem chamados de loucos, os dementes então são milhões, e os sensatos, muito poucos".
Auto-ilusão é o processo pelo qual enganamos a nós mesmos, passando a aceitar como verdadeiro ou válido o que é falso ou inválido; é não ver as coisas tais como são. Ela tem como raiz os preconceitos, desejos, insegurança, cobiça, exclusivismo e outros tantos fatores psicológicos que, inconscientemente, afetam o jeito de perceber a realidade.

Um exemplo clássico disso é quando pais e/ou cônjuges acreditam que o filho e/ou parceiro afetivo estão falando a verdade, mesmo quando as evidências provam claramente o contrário. Os indivíduos se auto-iludem porque querem sempre acreditar nos entes amados e desejam ansiosamente que estejam dizendo a verdade.

Paulo de Tarso escreveu aos Coríntios: " ... para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de Satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade". A Vida Providencial nos restabelece a saúde do corpo e da alma por meio do "espinho da desilusão" (II Coríntios, 12:7). Na verdade, a desilusão, em muitas ocasiões, é o recusro utilizado pela misericórdia Divina para nos afastar de pessoas e situações, a fim de que não nos afundemos ainda mais no poço do desequilíbrio.

Enquanto houver ilusão, há possibilidade de distorção da direção almejada ou desencaminhamento da jornada escolhida. Somente quando grande parte da ilusão já tenha cedido à verdade é que poderá haver estabilidade e segurança no caminho a ser percorrido.

Quando o Mestre disse a seus discípulos que deveriam colocar a luz no candelabro ("Traz-se porventura a candeia para ser colocada debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser posta no candeeiro?") (Marcos, 4:21), propunha a todos o serviço da superação do binômio ilusão-desilusão, a fim de que pudessem adquirir uma visão clara e profunda das numerosas relações de dependência entre a vida dentro e fora de nós mesmos.

Ir além dessa ilusão multimilenar que domina os homens é a prioridade da filosofia cristã. Se não atendermos a essa solicitação do Cristo, dificultaremos a marcha, convertendo a própria alma em cidadela de desenganos; seduzidos pelo leito da ilusão, viveremos períodos de confusão ou insânia mental.
Nesse círculo perverso, vive o indivíduo, de forma geral, sob o domínio do pseudo-afago da ignorância, enganando-se na vida terrena, para desenganar-se depois no além-túmulo; gastando várias encarnações, iniciando e reiniciando a meta que lhe cabe transpor, recusando a metafísica, isto é, tudo aquilo que transcende a natureza física das coisas.

O ato de saber quando agir e não-agir, aliado à prática da oração e/ou da meditação, não só oferece harmonia interior e vitalidade, como igualmente nos proporciona, com o correr do tempo, uma ampliação da própria consciência. Leva-nos à prática da verdadeira experiência pela paz e com a paz que tanto buscamos.

Não-agir é seguir a correnteza, em vez de ir contra ela. É uma excelente idéia: um indivíduo nada e chega à margem de um rio muito mais rápido quando, não resistindo ao fluxo da água, permanece tranqüilo e deixa-se conduzir pelas "mãos da natureza. Em outras palavras: confiando na Vida Providencial e moderando nossa pretensão de resolver todos os conflitos e dificuldades de forma puramente racional, poderemos encontrar equilíbrio e alegria sem uma vida desgastante de contínua luta contra forças reais ou ilusórias.

O culto à nossa intimidade deve ser praticado na sucessão de nossos dias como um potencial a ser desenvolvido para promover a clareza de idéias e de expressão, a percepção dos sentimentos e as emoções. Ela está aqui, em nós. Se quisermos, ela pode ser tão familiar quanto é familiar o sono, a respiração, os pensamentos mais estreitos.

CONCEITOS-CHAVE
A - AMBIÇÃO
Abrir a alma à ambição é fechá-la à serenidade, porquanto a ambição que se alimenta é peso inútil ao coração. Cultivá-la é o mesmo que guardar espinhos na própria intimidade. Diz o ditado popular: "Tudo falta a quem tudo quer". Em razão disso, o ganancioso não possui bens, mas é dominado por eles. A ambição produz mais insatisfeitos por não conquistarem as coisas, do que saciados com o que possuem. A cobiça não ouve a razão nem o bom senso; nela, o desejo ardente sempre reaparece quando já deveria ter acabado.

B - QUIETUDE ÍNTIMA
A reflexão e a prece proporcionam uma energia sutil em nossas experiências cotidianas. Nesse "estado interior", onde reina a tranqüilidade, o ser tem um encontro consigo mesmo, com sua mais pura essência - a alma. Criaturas distraídas entre os episódios do passado e os do presente turvam sua visão, julgando apressadamente as decisões alheias apenas por divergirem das suas. Como discernir tudo o que nos acontece sem usar o próprio sentido consciencial? É possível avaliar ou ponderar as coisas, utilizando a consciência alheia? É possível perceber a realidade, usando um coração que não nos pertence? Existem fatos emaranhados nos quais a quietude Íntima é o único remédio eficaz, porque cada um de nós encontra resposta de acordo com o silêncio que cultivou dentro de si mesmo.

C - NÃO-AGIR
Não significa prostração, ócio, morosidade, indolência, nem viver numa atmosfera do "esperar sentado ou mostrar uma disposição mínima para o trabalho". Essa filosofia de vida descreve uma prática de realizar ou buscar as coisas suavemente, obedecendo ao movimento contínuo de algo que segue um curso natural, sem utilizar ações bruscas e intrusivas. Por exemplo: se observamos a naturalidade e espontaneidade da vida, podemos tomar decisões utilizando a sutileza, em vez da força.

MORAL DA HISTÓRIA
Saber iludir-se bem é uma das muitas lições que recebemos na vida familiar. A título de exemplo, citamos os pais que sempre acreditam nos filhos, mesmo percebendo que suas afirmações são contraditórias ou vazias de verdade. Os pais iludem-se porque são afetados por desejos inconscientes de terem filhos fiéis e perfeitos. Adultos assim são incapazes de auscultar o próprio coração e utilizar a percepção e o discernimento. Em razão disso, familiares apontam defeitos de educação nos filhos alheios, mas demonstram ignorar os defeitos dos próprios filhos. Não obstante, é bom lembrar que a auto-ilusão pode não ser simplesmente uma espécie de desonestidade ou fraqueza moral. Muitas vezes, trata-se de uma questão de "cegueira cognitiva", processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio; ou mesmo de incompetência. Os que buscam ilusões acabam tendo muito sofrimento, pois, quando se deparam com a realidade, censuram-se e incriminam-se, às vezes por anos a fio.

REFLEXÕES SOBRE ESTA FÁBULA E O EVANGELHO:

"Os homens correm atrás dos bens terrestres como se os devessem guardar para sempre; mas aqui não há mais ilusão; eles se apercebem logo de que não agarraram senão uma sombra, e negligenciaram os únicos bens sólidos e duráveis, os únicos que lhes são de proveito na morada celeste, os únicos que podem a ela lhes dar acesso." (ESE, cap. II, item 8, Boa Nova Editora)

" ... Nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele ... " (I Timóteo, 6:7.)

"NOSSAS AÇÕES SÃO COMO OS MOTES (PROVÉRBIOS): CADA UM ENTENDE COMO QUER."
 - LA ROCHEFOUCAULD

HAMMED



* Texto retirado do livro "La Fontaine e o comportamento humano".

Boa leitura

Raphael Francis Nunes

* almas livres, corações livres ... sem limites

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Artigo IV




Auto-amor/amor próprio ou auto preservação?

Introdução

Auto: automática, instintivo, diferente de manual, age por si próprio.

Manual: mão de obra necessita mais da vontade para fazer começar/finalizar algo.
Próprio: algo de si próprio, pertencente ao ser, algo individual.

Dialogo

No dialogo a seguir, uma pessoa questiona a outra, sobre o que poderia ser o auto-amor.

            - Quando algo faz mal a você o que você faz?

            - Eu tento evitar e possivelmente cortar o mal.
           
            - Por quê?

            - Porque, o que me faz mal, acaba se tornando prejudicial a mim, e acabo sofrendo.

            - Seria amor - próprio?

            - Sim

            - Mas, se é para não lhe fazer mal, não seria auto-preservação? Se a dor indica algo que não esta indo bem, e que provavelmente, agora ou mais tarde, possa se agravar, você faz cessar a dor para evitar sofrimento futuro e se preservar também, não seria tudo isso um tipo de cuidado consigo mesmo?

            - Sim, seria.

            - E qual seria/onde estaria este amor?

            - Na atitude de me preservar, porque gosto de mim. Sabendo cuidar de mim mesmo, um dia serei capaz de cuidar de meu filho também.



“Quem ama cuida”
O cuidado não esta sendo referido a apenas a pessoa que amamos, e sim também a nós mesmos. Sendo primeiramente dever, aprender, a amar-nos, antes de amar o outra pessoa.



            Já ouvi as pessoas falarem, “eu me amo, por isso, não deixarei que fulano me trate, fale comigo de tal maneira”. Dando lugar ai a ignorância, raiva e a impaciência, também motivado pelo orgulho alheio.
            A justificativa e sempre o tal do “amor-próprio”, mas será que isto seria mesmo uma forma de amor? Hoje em dia, é muito comum se encontrar pessoas fazendo loucuras por amor, até atrocidades, dizendo como forma justificativa, o amor. Troca-se um sentimento nobre e coloca-se outro no lugar, um outro pesado. Que traz sempre o que há de mal e até pior no ser humano, dependendo do grau que se encontra.
            A psiquiatria e a psicologia estão a cada dia mais avançada. Cada semana as pesquisas e estudos avançam chegando cada vez mais fundo, na alma do ser humano. Tudo isto muitas vezes para decifrar a mente humana. Explicar as atitudes que fazemos. Do por que fazemos e por quê? Chegando assim em um consenso único.

            - Porque fulano faz determinada ação/atitude?

            - Porque disto?

            Parece ser muito bom de primeira vista, mas como tudo, tem seus prós e contras.
            Com os estudos avançados, iríamos poder saber a causa de varias enfermidades, assim podendo tentar encontrar a cura delas.
            Também pode acontecer que algumas pessoas sabendo destes avanços e tecnologias usarão a favor próprio.

Iriam fazer, por exemplo, certa atitude já sabendo o motivo, uma causa. Saberiam como explicar o fato, tentando assim isentar de toda a culpa. O que já teve casos no Brasil, do advogado de defesa alegar insanidade de seu cliente, para que, o mesmo não sofra as conseqüências dos atos.

- o psicopata, tem distúrbios neurológico

- o alcoólatra, é herança genética

- o viciado em drogas, má educação na família

Tudo tendo a sua causa, se isenta da responsabilidade dos atos cometidos também.

O auto-amor seria uma espécie de cuidado a nós próprios. Nem sempre evitar uma possível dor, é sinal de auto-amor, ou amor próprio. A todo o momento estamos submetidos a sofrer dores, sendo elas de ordem física, psíquica e até espiritual. Basta a nós, saber compreender e suportá-las em nosso limite.
Muito fácil para algumas definirem amor, como para outras se torna difícil. Acabam, por conseguinte, a justificar uma coisa pela outra, como acontece com pessoas materialista quando se pergunta sobre felicidade “Tendo dinheiro, seremos felizes”; “Que comprando um carro, irão conquistar o mundo e ser feliz”

Pobres e muitos daqueles que pensam assim, pois são tolos

Colocasse o termo “auto-amor”, “amor-próprio”, ou como queiram chamar, para justificar a nossas, muitas, insanidades. Sem se importar seriamente conosco. Usamos “auto-amor, como justificativa as más inclinações, ao nosso mau-comportamento, a má educação, justificar as palavras pesadas que jogassem ao ar, ao semelhante mais próximo, sem ao menos se ter uma idéia do peso que cada uma tem e seus efeitos. O termo ainda se estende, para umas pessoas usufruir de tudo que lhe interessam, é uma forma de se agradar, de amor, outras, usufruindo de tudo que é ilícito.
Vê-se a pronunciar “auto-amor” nas pessoas que se dizem possuidoras, mas estão agindo de modo contrario, e tem aqueles, que não pronunciam como já a compreendem se mostram possuidores de tal.
Lembrando que auto-amor, não é egoísmo, não é pensar que pode viver sozinho pelo resto da vida, é saber estar de bem consigo mesmo e com as pessoas ao redor.

Curitiba, 29 de Novembro de 2011
                                       
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Boa noite a todos que visitam o blog. Estive um tempo fora sem postar nada, mas, para compensar o tempo ausente, estou fazendo hoje duas postagens. Espero que gostem da mensagem de ambas e que sirvam de reflexão, assim como eu tive.

Forte Abraço a todos os visitantes.

E Boa semana a todos.

                                                                                                             Raphael Francis Nunes


                                                                                                    

Artigo III

Considerações sobre o tempo 1

Deixa que amanhã que eu faço

Muitos momentos de nossa vida, com apenas uma atitude, iria nos poupar de muitas frustrações. Certa vez ouvi um caso que prova exatamente isto.

“Naqueles tempos antigos, aonde não tinha ainda telefone e nem computador. As cartas eram datilografas em maquinas de tinta e batidas. Para se escrever uma carta necessitava ter-se de uma datilografa (o).

Certa vez em um escritório, uma mulher trabalhava já há 40 anos, como escrivã. O seu patrão pedia para ela escrever cartas que geralmente se tratava de negócios. Ela escrevia as cartas com grande capricho, mas quando passadas ao seu chefe, ele acabava borrando e ainda assinava embaixo. Depois de longo tempo com este problema acontecendo à escrivã estava se cansando daquela situação e resolveu um dia dizer tudo o que estava entalado na garganta há anos. No dia seguinte ao chegar o patrão. A escrivã bate-lhe na porta e entra com muita delicadeza, ao senta-se em frente seu chefe. Sentindo um pequeno frio na barriga, e lhe diz:

- Estou aqui hoje me demitindo!

O chefe ficou perplexo com a atitude da funcionaria. Esperava que ela fosse-lhe pedir alguma outra coisa, mas nunca imaginara que seria aquilo, então lhe responde:

- Mas por quê?

A funcionaria começou a dizer tudo:

- Você é um grosso, mal-educado, estúpido, eu estou a 40 anos te agüentando e não dá mais. Você nunca elogiou o meu trabalho, você nunca valorizou um dia de meu trabalho, todas as cartas que eu escrevo você as deixa borrada, para mim hoje acaba isto!

O chefe diante daquelas palavras que eram mais sinceras que qualquer outras que ouvira. Ouviu pacientemente e disse com um tom sereno:

- Olha se for pelas cartas que eu acabo borrando, me desculpa. Mas deixa eu te explicar o porquê eu faço isto. Eu borro as cartas porque se eu as mandar do modo que você escreve todas caprichadas e sem borrões, quando receberem saberão que não fui eu que as escrevi, porque eu não tenho a capacidade de fazê-las tão bem quanto você faz. E sobre o meu modo de ser, grosso e até às vezes estúpido/estourado, sempre fui assim e ninguém nunca me disse nada sobre isso por isso sempre fui deste jeito, se for por causa destas coisa me desculpa!

A funcionária ouviu tudo o que seu patrão havia lhe dito e disse:

- Sim.

- Então me desculpa, tentarei não borrar as cartas e melhorar minha pessoa. Você irá sair mesmo?

- Ah, nem vou sair, vou continuar então. “


Para pensar e refletir agora um pouco. A pessoa da historia acima esperou 40 anos para dizer o que a estava incomodada em seu local de serviço. Se ela tivesse dito antes teria poupado 40 anos. É ai que a pessoa se indaga – porque eu não fiz antes. É que muitas vezes deixamos para fazer “amanhã”. Tudo o que deixamos para “amanhã”, acabamos é nunca fazendo. Se ganharmos um livro e pensamos “começarei a ler amanhã”. Não irá ler nem amanhã e nem em outra vida. Todos temos planos, projetos, o qual requerem longo prazo para realização. Ficamos esperando o momento para executar. Mas por que esperar ? Por que marcar para um certo dia? Se podemos começar hoje, no agora. Qual a diferença que se tem no céu entre onze da noite e uma da manhã? Praticamente nenhuma diferença. O céu continuará escuro, as estrelas podem estar como podem não estar. A única coisa que muda é o dia no calendário, as horas do relógio de corda, ou digital, mudará apenas as coisas que o homem fez para tentar controlar “o tempo”. Lembrando que “O homem tenta controlar o tempo, mas é o tempo que controla o homem”. Se você tem algum projeto, plano, algo para dizer a alguém em especial, não deixe para amanhã,comece hoje
Quando se compreende o tempo, não temos mais a perder.
Não usemos do tempo para se lamentar
"Tempo" que fica no vácuo (apenas), e o qual não poderá alterar ou mesmo recuperar
Use o tempo não o desperdice

“Aproveitemos o “agora”, pois o momento é agora, passados alguns minutos, ele se tornará parte do passado. O tempo que você dedica a uma pessoa, isto sim, é o “presente” mais valioso que se pode dar a uma pessoa.”

O tempo da cura

Realmente para muitas ocasiões necessitamos de um momento para nós mesmo. O ser humano sente a necessidade do “tempo” na sua vida. Para construir uma casa se gasta seis meses, esforço físico e mental, ou seja, tempo e trabalho. Não adianta ter tempo disponível e não ter pessoas capacitadas para realizar certo trabalho, ou, ter as pessoas capacitadas e não ter tempo, tem-se ai uma relação entre o tempo e o ser humano. Nunca devemos deixar coisas para os outros fazerem, a mudança tende de partir primeiramente de nós (eu) sem se declinar a apenas um dos lados (tempo x trabalho).

Fazemos a nossa parte e o tempo se encaminha de fazer a sua parte. E vemos pessoas que diante dos eventos da vida, se acomodam. Elas simplesmente se sentam e ficam a esperar que o tempo se passe, para que o problema se resolva sozinho. Quando se pensa desta maneira pensamos no problema e não em como resolve-lo. Quando queremos realizar um sonho não temos que correr atrás dele?

"O que incomoda o ser humano não é mudança, e sim ter que adaptar a ele"

Muitas vezes por sentarmos e nos acomodar na poltrona, perdemos mais uma quantidade do precioso tempo. Por se dar o luxo de sentar e esperar. O comodismo parece que vai nos auxiliar quando na verdade,atrapalha.

Esperar nem sempre vai ser saudável. Ao esperarmos, usemos deste tempo para nos melhorarmos, assim, usufruindo ao máximo estaremos evitando frustrações que podem posteriormente nos cobra o tempo que podíamos fazer, e não fazemos porque não queríamos ou que ainda não estávamos na nossa melhor forma.

“O tempo como o amor regenera e jamais te esquece”


Curitiba, 29 de Novembro de 2011
                                                                                                           Raphael Francis Nunes

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Artigo II


Nada ao acaso: a influência das pessoas na nossa vida

            Tudo que ocorre na vida de cada pessoa, acontece com uma finalidade. Ainda que exista pessoas que não acreditam nesta realidade, pensando que muitos eventos de sua vida sejam decorrentes de sorte. Creio que se as coisas ocorresse a própria sorte não valeria a pena viver, mas porque não? Pois como num jogo de pôquer, ganhamos e perdemos. Se fosse assim muitas pessoas iriam sofrer demais, ou mesmo, ganhar demais sem muito esforço ou merecimento. Isso fora as trapaças, e fora que se fosse mesmo eu seria um azarado, pois nunca ganhei nada em sorteio algum. Se cada pessoa for pensar nos fatos de sua vida, prestando atenção a detalhes irão perceber que muitas ações foram derivadas ou resultadas de outras.

            Por exemplo, quando o aluno vai para a aula, é importante o professor para passar a matéria. Se não tivesses-mos professor para ensinar, qual lógica de ir para o colégio? Se for apenas alunos para o colégio, o local escolar iria se transformar em um grande ponto de encontro para se jogar conversa fora. Conversas das mais variadas, novela, big brother, da fulana de tal, comentários alheios. Nada que faça de bom, nada que faça de mal, não progride e não regride. No colégio o professor é uma grande influência, é só parar para analisar. O quanto na época escolar precisamos dele para passar os grandes obstáculos.

            Já olhou para as pessoas ao seu redor? Nos seu amigos, parentes, colegas de classe, colegas de serviço, o motorista do ônibus, o catador de papel, entre outros que passam despercebidos, nem vemos. Às vezes esta tão apressando para o trabalho, que não vê nada além dele mesmo.

            Temos a nossa disposição exemplos de grandes personalidades que se tornaram influências na vida de muitas pessoas e continua até os tempos atuais. Temos Jesus que passou na Terra e por meio de seus seguidores que relataram por meio dos evangelhos, passou grandes lições de amor e moral. Jesus pelo que escreveram foi sempre um rapaz sereno, calmo, paciente para o próximo, e sofreu muito durante a sua jornada na terrestre. Temos também Francisco Candido Xavier, conhecido popularmente como Chico Xavier. Nunca se tivera relato de que tenha feito algum tipo de mal para alguém, pelo contrario ajudou muitas pessoas que passaram em seu caminho. Deu esperança, amor, e deu grandes exemplos de humildade. Qualquer pessoa que for pesquisar sobre a vida de Chico, tenho certeza que ficará pensativo, reflexivo com os exemplos dados por ele e pelo que sofreu. E ainda tem gente que gosta de falar mal, gosta de criticar, sem ao menos conhecer a vida da pessoa. Além deste que citei temos também Bezerra de Menezes, Madre Teresa de Calcutá, Buda, Ghandi, entre outros mais. Que quando acabamos por conhecer a historia, as lições acaba mudando a nossa vida, acaba influenciando em algum ponto importante.

            Não somente estas grandes pessoas o qual citei agora influenciam, como também as pessoas que a todo momento, passam por nós na calçada, que vemos em um ônibus, em um carro, a pé, fazendo alguma atividade. De algum estas pessoas acabam por influenciar em na vida de cada um. Isto se dá pelo meio de uma atitude, um gesto, e até uma simples conversa. Nada é feito sem uma finalidade. Até este artigo que você esta lendo tem o seu papel.
            Uma criança que não gosta de estudar pode ser influenciada por outra que é mais estudiosa, por admiração, por tentar ser como a outra criança. Um mendigo que divide o pouco quase nada que tem com outro miserável. Todo mundo que vê a cena do mendigo diz ser lindo. “Que bonito, ele não tem quase nada e esta dividindo o que tem”. Pode até ser bonito, mas dá para contar nos dedos quantas pessoas fariam o mesmo. Um pequeno ato, uma pequena ação, para uma grande mudança.

            Uma simples conversa pode não influenciar a pessoa que esta sendo a receptiva, mas sim uma terceira pessoa que não imaginamos nem que existe. Por exemplo: um amigo esta contando sobre uma ação que fez e que como efeito trouxe muita coisa negativa e transtornos. Pode não ser de importância a pessoa que esta ouvindo, mas sim a uma outra pessoa que esta prestes a fazer a mesma coisa, mas que depois que soube o que ocorreu com o fulano de tal, parou para pensar um pouco e refletir se vai ou não fazer. Este é um exemplo de como uma coisa pode ter uma grande influencia na vida de pessoas que nunca imaginamos existir. Cada pessoa tem tendência a influenciar outras. Nada por acaso, tudo com uma finalidade. Pode ser que uma coisinha considerada sem sentido hoje, faça a grande diferença amanhã. Tem o exemplo do menino mal-criado que ao ver o irmão que também é mal-criado, ao chegar em casa tudo quebrado porque a policia prendeu ele, e deu uma surra para ver se endireita. O menino mal-criado ao ver a cena se endireita, não quer ficar igual o irmão, indo preso, apanhando de graça, quer é ser um menino de Bem. Às vezes uma situação sendo vista ao vivo pelo individuo, mude a cabeça dele, mas infelizmente muitas vezes tem que ser sentida na pele. Depois do ocorrido o infeliz entrou na linha.

            Eu mesmo tudo que passei foi necessário para mim ser o que sou hoje. As vezes que eu ri, as vezes que eu chorei, as vezes que eu sofri, as vezes que me machuquei. E quando acontecia algo na hora eu não queria entender não compreendia. Com o tempo em uma analise acabamos tendo que admitir que aquilo tinha que ser feito, tinha que ter acontecido, pois senão poderia ficar pior depois. Quase tudo é necessário senão não existiria.

Que sentido teria um dia feliz, senão tivesse passado pela tempestade
Que sentido teria a luz na alma, senão tivesse passado pela escuridão
Que sentido teria ser feliz, senão tivesse passado pela tristeza
Que sentido teria viver no paraíso, se nunca chegou a conhecer o inferno
Que sentido teria a vida sem a morte

Tudo é uma questão de aprendizado, uma questão de compreensão. Senão compreendemos é porque ainda não estamos no nosso tempo. A paciência e a calma sempre serão as virtudes mais fortes que se pode adquirir, que se pode fortalecer enquanto pode. É preciso parar para pensar nas palavras, nas atitudes que temos feito, pois todos temos forte influência no ambiente familiar, na sociedade, no trabalho, na escola, no universo que estamos situados. As perdas que sofremos podem derivar de influencias, que depois de perdidas, geram novas influencias com fins de melhoramento moral e comportamental. Nós mesmo somos a influencia para nos. O “eu” de ontem é a influência do “eu” de hoje que constrói o “eu” de amanhã. Quem vai dizer se a sua influência é boa ou ruim, é ninguém mais que você mesmo, por pense antes de atirar a pedra no seu semelhante, pois muitas vezes a pedra que você joga é a mesma que te acerta depois. Antes de reclamar da vida pense, será que o seu sofrimento é maior do que o dos outros? Será que o seu sofrimento é maior do que o do Cristo?

Pense Nisto !

Muita Paz
                                                                                                             Raphael Francis Nunes




quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Artigo I

Reconhecendo os erros e a mudança

O reconhecimento dos erros pode se dar da varias formas, uma lembrança, da saudade, um fato inusitado. E ficou eu lá, pensando em quantas alternativas tinha em minha mãos, e para me mostrar forte e duro, sempre escolhi a mais difícil. E cada tomada de decisão, tem uma prevista de temporal em visto de dias chuvosos e escuros, personalidade silenciosa e arisca. Foi uma visita por acaso (se assim podemos dizer) que me fez pensar nisto, quantas pessoas queridas acabei deixando para trás, para mostrar que eu era forte, que não me importava com nada. É a lei da evolução, a toda experiência, vivência, somos outra pessoa, deixamos um “eu” para trás para colocar outro no lugar, melhor, atualizado. Outra é a mudança, é na mudança que vemos os erros, onde encontramos o ponto, e a partir dele tentar consertar. Quantas pessoas poderia ter do meu lado, quantas chances deixe de ganhar, simplesmente por não compreender.

É os defeitos, sim, todos temos. Até agora não encontrei uma pessoa perfeita, mas achei pessoas que ao menos tentam chegar até ela, se melhorando a cada dia, fazendo um balanço das ações todos os dias. Nem sempre é fácil. Quando reconheço um erro meu, tento consertar, mudar. Cada vez que persistimos em um defeito acabamos por magoar alguém. Engraçado, ninguém quer magoar ninguém, fato! Mas esquece que ninguém é “ninguém”, este nunca ira mesmo magoar ninguém, mas alguém pode magoar alguém. É triste ver quando admitem o erro e ironicamente dizem que não vão mudar. É muito cômodo deixar como esta. Ninguém gosta de mudanças, pois é um transtorno tão grande, ter que adaptar, rever planos, é melhor deixar do modo que esta, pois, vai que não dê certo, todo um esforço pra nada? E reclamamos quando se tem uma nova versão do Windows, quando o ônibus muda a rota, quando nos mudam de cargo para um outro, quando entra um chefe novo. O custo para aprender, para algumas pessoas custa muito caro, ter que se adaptar, ter que se dedicar, é tempo, é amor ao que faz. É muito fácil se ouvir, “sou deste jeito e não mudo, se você acha que me agüenta, tudo bem, senão cai fora”. Não exatamente nestas palavras, mas por atitudes, palavras com algum significativo. É a pessoa admitir que esta errada e por acomodação, não se dá o mínimo trabalho de se melhorar, é uma forma de egoísmo, pois pensa apenas no próprio bem-estar. E é difícil ouvir, “eu irei melhorar, porque eu quero ser uma pessoa melhor para você”.

            A pessoa que não aceita a mudança, é a mesma que reclama. Os outros são obrigados a aceita-la do modo que ela é, mas ela não aceita os outros do modo que são. E por isso reclama da vida, dos amigos, dos familiares, do emprego, enfim de tudo. É também a mesma que depois de certo tempo se equivocará com as próprias decisões tomadas, com as idéias que antes tinha e julgava certas e que hoje são outras, pode-se não aceitar hoje, e amanhã? Certo dia compreendemos o quanto poderíamos ter ganhado se soubéssemos mudar um pequeno equivoco. A mudança moral acontece sempre depois que perdemos. A perda nem sempre é ruim, e é uma grande educadora, nos faz amadurecer, compreender a vida. Ninguém gosta de perder, mas muitas vezes precisamos perder algo, para ganhar outro, para aprender a valorizar, para aprender a dar atenção à pessoa que esta ao seu lado, não reclamar tanto, trabalhar mais, criticar menos, entre outros benefícios. E quando aprendemos a lhe dar com algumas mudanças, pode ser doloroso saber as vezes que pode ser tarde demais, que o tempo que acordamos não se tem muito para fazer, mas que podemos ter uma nova oportunidade.

            Muito momentos eu deveria ter tido um pouco de calma, em outros não ter medo de perder, outros paciência, tolerância, compreensão, mas como não aprendemos tudo de uma vez, tentarei da próxima ser o melhor.


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Espero que estas palavras sirvam de reflexão a qualquer um que chegue a ler.



Muita Paz.


Raphael Francis Nunes