terça-feira, 29 de novembro de 2011

Artigo IV




Auto-amor/amor próprio ou auto preservação?

Introdução

Auto: automática, instintivo, diferente de manual, age por si próprio.

Manual: mão de obra necessita mais da vontade para fazer começar/finalizar algo.
Próprio: algo de si próprio, pertencente ao ser, algo individual.

Dialogo

No dialogo a seguir, uma pessoa questiona a outra, sobre o que poderia ser o auto-amor.

            - Quando algo faz mal a você o que você faz?

            - Eu tento evitar e possivelmente cortar o mal.
           
            - Por quê?

            - Porque, o que me faz mal, acaba se tornando prejudicial a mim, e acabo sofrendo.

            - Seria amor - próprio?

            - Sim

            - Mas, se é para não lhe fazer mal, não seria auto-preservação? Se a dor indica algo que não esta indo bem, e que provavelmente, agora ou mais tarde, possa se agravar, você faz cessar a dor para evitar sofrimento futuro e se preservar também, não seria tudo isso um tipo de cuidado consigo mesmo?

            - Sim, seria.

            - E qual seria/onde estaria este amor?

            - Na atitude de me preservar, porque gosto de mim. Sabendo cuidar de mim mesmo, um dia serei capaz de cuidar de meu filho também.



“Quem ama cuida”
O cuidado não esta sendo referido a apenas a pessoa que amamos, e sim também a nós mesmos. Sendo primeiramente dever, aprender, a amar-nos, antes de amar o outra pessoa.



            Já ouvi as pessoas falarem, “eu me amo, por isso, não deixarei que fulano me trate, fale comigo de tal maneira”. Dando lugar ai a ignorância, raiva e a impaciência, também motivado pelo orgulho alheio.
            A justificativa e sempre o tal do “amor-próprio”, mas será que isto seria mesmo uma forma de amor? Hoje em dia, é muito comum se encontrar pessoas fazendo loucuras por amor, até atrocidades, dizendo como forma justificativa, o amor. Troca-se um sentimento nobre e coloca-se outro no lugar, um outro pesado. Que traz sempre o que há de mal e até pior no ser humano, dependendo do grau que se encontra.
            A psiquiatria e a psicologia estão a cada dia mais avançada. Cada semana as pesquisas e estudos avançam chegando cada vez mais fundo, na alma do ser humano. Tudo isto muitas vezes para decifrar a mente humana. Explicar as atitudes que fazemos. Do por que fazemos e por quê? Chegando assim em um consenso único.

            - Porque fulano faz determinada ação/atitude?

            - Porque disto?

            Parece ser muito bom de primeira vista, mas como tudo, tem seus prós e contras.
            Com os estudos avançados, iríamos poder saber a causa de varias enfermidades, assim podendo tentar encontrar a cura delas.
            Também pode acontecer que algumas pessoas sabendo destes avanços e tecnologias usarão a favor próprio.

Iriam fazer, por exemplo, certa atitude já sabendo o motivo, uma causa. Saberiam como explicar o fato, tentando assim isentar de toda a culpa. O que já teve casos no Brasil, do advogado de defesa alegar insanidade de seu cliente, para que, o mesmo não sofra as conseqüências dos atos.

- o psicopata, tem distúrbios neurológico

- o alcoólatra, é herança genética

- o viciado em drogas, má educação na família

Tudo tendo a sua causa, se isenta da responsabilidade dos atos cometidos também.

O auto-amor seria uma espécie de cuidado a nós próprios. Nem sempre evitar uma possível dor, é sinal de auto-amor, ou amor próprio. A todo o momento estamos submetidos a sofrer dores, sendo elas de ordem física, psíquica e até espiritual. Basta a nós, saber compreender e suportá-las em nosso limite.
Muito fácil para algumas definirem amor, como para outras se torna difícil. Acabam, por conseguinte, a justificar uma coisa pela outra, como acontece com pessoas materialista quando se pergunta sobre felicidade “Tendo dinheiro, seremos felizes”; “Que comprando um carro, irão conquistar o mundo e ser feliz”

Pobres e muitos daqueles que pensam assim, pois são tolos

Colocasse o termo “auto-amor”, “amor-próprio”, ou como queiram chamar, para justificar a nossas, muitas, insanidades. Sem se importar seriamente conosco. Usamos “auto-amor, como justificativa as más inclinações, ao nosso mau-comportamento, a má educação, justificar as palavras pesadas que jogassem ao ar, ao semelhante mais próximo, sem ao menos se ter uma idéia do peso que cada uma tem e seus efeitos. O termo ainda se estende, para umas pessoas usufruir de tudo que lhe interessam, é uma forma de se agradar, de amor, outras, usufruindo de tudo que é ilícito.
Vê-se a pronunciar “auto-amor” nas pessoas que se dizem possuidoras, mas estão agindo de modo contrario, e tem aqueles, que não pronunciam como já a compreendem se mostram possuidores de tal.
Lembrando que auto-amor, não é egoísmo, não é pensar que pode viver sozinho pelo resto da vida, é saber estar de bem consigo mesmo e com as pessoas ao redor.

Curitiba, 29 de Novembro de 2011
                                       
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Boa noite a todos que visitam o blog. Estive um tempo fora sem postar nada, mas, para compensar o tempo ausente, estou fazendo hoje duas postagens. Espero que gostem da mensagem de ambas e que sirvam de reflexão, assim como eu tive.

Forte Abraço a todos os visitantes.

E Boa semana a todos.

                                                                                                             Raphael Francis Nunes


                                                                                                    

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